terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Empresa de andaimes lança máquina e processo para fazer tijolos de entulho

Caros Amigos,

dando continuidade com as discussões sobre direito, meio ambiente e sustentabilidade destaco esta matéria para leitura. Pode ser que aparentemente não tenha nada relacionado com Direito, mas e se houvessem leis específicas com obrigações também específicas para a construção sustentável? E se além das leis específicas houvesse fiscalização específica, especificamente organizada? Olha aí, pode não ser uma matéria específica sobre direito ambiental, mas as discussões são boas....divirtam-se

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Fonte: www.revistasustentabilidade.com.br


A aposta na redução do impacto ambiental da construção civil foi o que levou a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos para o setor, a Baram, a desenvolver uma máquina e um processo para fazer tijolos de entulho na canteiro da obra, explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa.
 “A empresa que não tem um projeto de sustentabilidade vai ser banida do mercado e quatro ou cinco anos,” explicou.
A unidade de reciclagem do grupo Baram, Verbam, deve lançar o novo produto na Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon) que ocorrerá em São Paulo no mês de março. Este é o primeiro produto que visa redução do impacto ambiental na construção, mas logo deverão ser lançados mais três, revelou o empresário.
Na verdade, a Verbam vende uma máquina de triagem e processamento do entulho, mas para atendar à demanda das construtoras a empresa desenvolveu também o processo e treina os funcionários na elaboração do tijolo.
“Primeiro desenvolvemos a máquina, mas sem o produto final, que é o tijolo, houve aceitação baixa,” lembrou. “Voltamos a estudar o produto e percebemos que as construtoras precisam ver uma vantagem final”.
Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto da Verbam permite cortar custos com contratação de caçambas, garantiu Rosa.
Foram investidos cerca de R$600 mil e o trabalho de sete engenheiros pesquisadores no desenvolvimento do produto que começou há cinco anos quando Rosa voltou de feiras europeias de construção.
“Quando visitei a Europa comecei a perceber para onde caminhávamos,” explicou. “A preocupação [com o meio ambiente] está crescendo e nós empresários não temos opção a implementar processos menos danosos ao meio ambiente”.
Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.
Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo da Verbam é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Direito Ambiental não é coisa de "hippie"

Caros amigos,

como primeira postagem faremos uma apresentação pessoal e considerações gerais a respeito do Direito Ambiental e suas facetas. De início deve-se esclarecer que este ramo do direito não tem nada relacionado com a adoção de estilos de vida "naturebas" ou posturas vegetarianas. O termo ambiental inclusive pode não estar relacionado com a natureza, ou o que costumeiramente chamamos de verde, pois há o meio ambiente natural, artificial e cultural, cada um com uma diversidade de sub-áreas e objetos tutelados específicos. Questões relacionadas com edificações, urbanização, proteção do patrimônio histórico e cultural, dentre outras, estão também inseridas no contexto do Direito Ambiental, fugindo de questões especificamente ecológicas. Além disto, o Direito Ambiental Natural não tem como pretensão proteger animais e plantinhas, mas sim regular a interação destes organismos vivos com os homens, tudo envolvendo a sustentabilidade dos meios de produção. Ou seja, no fundo, o Direito Ambiental possui conotação mais econômica do que "naturalística". Daí sua intrínseca relação com gestão empresarial e desenvolvimento econômico. Atualmente, gerir envolve desenvolver sem poluir e sem esgotar as possibilidades de uso de recursos naturais. E por trás disto há uma série de normas a serem seguidas. Seguir ou não as regras é uma opção do empreendedor, seja privado ou público. Em outros termos, regras existem...obedece-las ou não...é uma outra história, mas ser natureba ou não está longe de ser uma opção necessário para quem trabalha com esta área jurídica. Esta é a discussão, e aí?