mais uma vez ponho em discussão o modelo energético e as alternativas que são colocadas a ele. No Brasil, o modelo de geração de energia é, com amplíssima maioria, baseado em hidroelétricasm que por sua vez representam uma forma de energia limpa, pois não utiliza combustíveis fósseis na produção. De fato, não há diretamente produção de CO² nas atividades das hidroelétricas, que basicamente usam das forças das águas para gerar energia e fazer chegar a nós consumidores. Em resumo, no que diz respeito ao potencial poluidor o modelo energético de produção por hidroelétricas não é criticado.
Porém, a crítica que se faz é a de usar tal modelo quase que com exclusividade, sem investir em outras formas de produção, criando uma espécie de dependência da energia advinda de hidroelétricas. Mesmo não poluindo diretamente o meio ambiente, a construção de uma hidroelétrica envolve diversos impactos ambientais e só podem funcionar onde houver volume de águas capaz de gerar energia. Em consequencia, as estações de produção ficam longe dos destinatários finais (consumidores), o que requer, então, despesas com transporte de energia para fazer com que esta chegue para ser consumida. Além da distância, o modelo de energia por hidroelétricas está mais passível de entrar em pane do que outros meios alternativos, uma vez que qualquer falha em qualquer etapa do "caminho" da energia, pode acarretar em ausência de fornecimento de parte significativa da população. Estas falhas de fornecimento, costumeiramente denominadas "apagões", podem passar a ser frequentes, caso não haja investimentos em outras fontes, em decorrência de sobrecargas. Para melhores informações segue abaixo notícia publicada no http://www.greenpeace.org.br/ esclarecendo os detalhes. Enfim, os apagões podem ser evitados com investimentos em outras fontes de energia limpa, basta poder público e iniciativa privada projetar.
"Há luz no fim do túnel
Gerar energia próximo ao local de consumo é alternativa para evitar apagão generalizado. Oito estados do Nordeste passaram até quatro horas sem luz na madrugada desta sexta-feira, dia 04, graças a uma falha técnica em uma subestação de transmissão de energia no interior de Pernambuco, que provocou um efeito cascata de falta de energia na região. O incidente comprova que o Brasil precisa investir em eficiência de geração e distribuição de energia.
Grandes usinas hidrelétricas, em geral distantes dos seus centros de consumo, dependem de estações intermediárias de transmissão para distribuir a energia que produzem. O caso do apagão que atingiu Bahia, Alagoas, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba mostra que a segurança no abastecimento passa por minimizar este efeito em cadeia, produzindo energia de forma descentralizada.
“Gerar energia mais perto de onde ela será consumida, o que chamamos de geração descentralizada, é a maneira mais segura de garantir que não haverá falta de eletricidade no país”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. “Além de uma alternativa para o problema de apagões generalizados, a descentralização evita as perdas de energia que acontecem no processo de transmissão e pode garantir fornecimento a um milhão de pessoas que ainda não têm energia elétrica no Brasil”, diz.
A nova versão do relatório Revolução Energética, estudo elaborado pelo Greenpeace, em parceria com especialistas do setor e lançado no final de 2010, mostra como o Brasil pode se tornar 93% renovável nos próximos 40 anos, com investimentos em energia limpa e eficiência. Pelas projeções do relatório, 26,4% da energia que consumiremos será proveniente de solar e eólica. “O Nordeste é a região do país onde o sol e o vento podem gerar mais energia. Com todo este potencial, não faz sentido um defeito de transmissão ser capaz de cessar o abastecimento de oito estados”, conclui Baitelo".
Notícia publicada por http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Ha-luz-no-fim-do-tunel/