segunda-feira, 28 de março de 2011

Energia alternativa contra os apagões

Caros amigos,

mais uma vez ponho em discussão o modelo energético e as alternativas que são colocadas a ele. No Brasil, o modelo de geração de energia é, com amplíssima maioria, baseado em hidroelétricasm que por sua vez representam uma forma de energia limpa, pois não utiliza combustíveis fósseis na produção. De fato, não há diretamente produção de CO² nas atividades das hidroelétricas, que basicamente usam das forças das águas para gerar energia e fazer chegar a nós consumidores. Em resumo, no que diz respeito ao potencial poluidor o modelo energético de produção por hidroelétricas não é criticado.
Porém, a crítica que se faz é a de usar tal modelo quase que com exclusividade, sem investir em outras formas de produção, criando uma espécie de dependência da energia advinda de hidroelétricas. Mesmo não poluindo diretamente o meio ambiente, a construção de uma hidroelétrica envolve diversos impactos ambientais e só podem funcionar onde houver volume de águas capaz de gerar energia. Em consequencia, as estações de produção ficam longe dos destinatários finais (consumidores), o que requer, então, despesas com transporte de energia para fazer com que esta chegue para ser consumida. Além da distância, o modelo de energia por hidroelétricas está mais passível de entrar em pane do que outros meios alternativos, uma vez que qualquer falha em qualquer etapa do "caminho" da energia, pode acarretar em ausência de fornecimento de parte significativa da população. Estas falhas de fornecimento, costumeiramente denominadas "apagões", podem passar a ser frequentes, caso não haja investimentos em outras fontes, em decorrência de sobrecargas. Para melhores informações segue abaixo notícia publicada no http://www.greenpeace.org.br/ esclarecendo os detalhes. Enfim, os apagões podem ser evitados com investimentos em outras fontes de energia limpa, basta poder público e iniciativa privada projetar.

"Há luz no fim do túnel
Gerar energia próximo ao local de consumo é alternativa para evitar apagão generalizado. Oito estados do Nordeste passaram até quatro horas sem luz na madrugada desta sexta-feira, dia 04, graças a uma falha técnica em uma subestação de transmissão de energia no interior de Pernambuco, que provocou um efeito cascata de falta de energia na região. O incidente comprova que o Brasil precisa investir em eficiência de geração e distribuição de energia.

Grandes usinas hidrelétricas, em geral distantes dos seus centros de consumo, dependem de estações intermediárias de transmissão para distribuir a energia que produzem. O caso do apagão que atingiu Bahia, Alagoas, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba mostra que a segurança no abastecimento passa por minimizar este efeito em cadeia, produzindo energia de forma descentralizada.

“Gerar energia mais perto de onde ela será consumida, o que chamamos de geração descentralizada, é a maneira mais segura de garantir que não haverá falta de eletricidade no país”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. “Além de uma alternativa para o problema de apagões generalizados, a descentralização evita as perdas de energia que acontecem no processo de transmissão e pode garantir fornecimento a um milhão de pessoas que ainda não têm energia elétrica no Brasil”, diz.

A nova versão do relatório Revolução Energética, estudo elaborado pelo Greenpeace, em parceria com especialistas do setor e lançado no final de 2010, mostra como o Brasil pode se tornar 93% renovável nos próximos 40 anos, com investimentos em energia limpa e eficiência. Pelas projeções do relatório, 26,4% da energia que consumiremos será proveniente de solar e eólica. “O Nordeste é a região do país onde o sol e o vento podem gerar mais energia. Com todo este potencial, não faz sentido um defeito de transmissão ser capaz de cessar o abastecimento de oito estados”, conclui Baitelo".


segunda-feira, 21 de março de 2011

Investindo em Energias Alternativas

Meus caros,

vivenciamos pelas notícias com um dos maiores desastres ambientais que se tem conhecimento, acompanhando a situação do Japão e do acidente nuclear ocorrido após tsunami. Tal catástrofe serve como uma espécie de alerta a países que mantém ou investem em tecnologias de desenvolvimento de energia nuclear. Os defensores desta fonte alegam que a energia nuclear é limpa, uma vez que não usa recursos naturais e não polui a atmosfera tal qual as energias fósseis, como o petróleo por exemplo. Tudo bem, até aí aceita-se a veracidade do argumento. Porém, a história já demonstrou que a energia nuclar é extremamente perigosa e que qualquer acidente pode resultar em catástrofe de ordem global. Isto sem falar que os resíduos nucleares sendo mal conduzidos podem prejudicar a saúde e levar a mortes de milhares.

Ainda mais estarreceder do que os próprios acidentes nucleares é ver que muitos países desenvolvidos ou em desenvolvimento continuam investindo em usos de energia nuclear como forma alternativa ao "padrão do petróleo". Infelizmente, na minha opinião ao menos, o Brasil está incluso no rol de países que andam investindo neste tipo de energia, a despeito de possuir altíssimo potencial de proodução de energia eólica e solar, e a despeito ainda de já desenvolver teconologias limpas como o etanol, o biocombustível e outras. Com ou sem acidentes, nossos representantes e gestores públicos autorizaram o projeto "Angra III" para construção de mais uma usina nuclear brasileira. Para maiores informações e, uma vez querendo, participar da movimentação contra este projeto, sugere-se visitar o site do greenpeace (http://www.greenpeace.org.br/) que inclusive tenta judicialmente derrubar a iniciativa nuclear.

Na matéria colada abaixo vê-se exemplo de iniciativa de desenvolvimento sustentável e energias limpas, em compasso com as preocupações ecológicas atuais e, mais ainda, em compasso com o futuro dos negócios rentáveis, pois investir em sustentabilidade não é salvar peixinhos, mas sim lucrar com negócios sabendo fazer adequado dos recursos naturais e das tecnologias limpas a disposição. Divirtam-se.


Empresas alemãs de energia renovável afirmam que podem substituir usinas nucleares


O setor de energias renováveis da Alemanha tem se mostrado otimista em relação a uma possível substituição das usinas nucleares por fontes limpas. Nesta quarta-feira, a Associação de Empresas Alemãs de Energias Renováveis (BBE em alemão) disse que as energias verdes poderiam abastecer 47% do suprimento energético do país até 2020. A associação, composta por 22 empresas do setor de energias renováveis, discutiu como substituir a capacidade de geração de energia nuclear, e afirma que as usinas renováveis podem oferecer grande parte do suprimento dessa energia.
“As renováveis poderiam fornecer 47% do suprimento de energia alemão até 2020. Deste modo elas não só compensariam a retirada da energia nuclear (que deve ser usada até 2021 no máximo), mas também ofereceriam energia acessível e sustentável”, apontou o grupo. “A Alemanha pode interromper o uso da energia nuclear de forma rápida, sem se tornar dependente da importação de eletricidade proveniente de países vizinhos. Pelo contrário: em 2007, por exemplo, seis reatores deixaram de funcionar. No entanto, a Alemanha teve naquela época um dos maiores superávits de exportação de eletricidade na história do país”, relembrou Dietmar Schuetz, presidente da BEE. “Pelo menos sete dos reatores mais antigos poderiam ser desligados da rede sem provocar uma escassez de abastecimento”.
De acordo com dados da indústria alemã, no último ano as energias renováveis foram responsáveis por 17% a eletricidade gerada no país, de uma produção de 585 bilhões de kilowatts hora. Já a geração de energia nuclear contribuiu com 23% do suprimento total. Na terça-feira, o governo alemão declarou que pretende suspender até junho as atividades de sete usinas de energia nuclear que começaram a operar antes de 1980, mas ainda não decidiu se as usinas serão reabertas após o término da crise nuclear que ocorre no Japão.
O governo terá que determinar também se retomará um programa para fechar seus 17 reatores ou se estenderá a vida útil de algumas das usinas mais novas. No segundo semestre do ano passado, o país havia decidido expandir a vida útil dos reatores, mas essa decisão poderá ser revogada. Enquanto a situação permanece indefinida, a Alemanha deve elaborar novos anos para assegurar o futuro do abastecimento de energia.
“Se o governo federal está levando a sério o desenvolvimento acelerado das energias renováveis, deve retirar o prolongamento da vida útil das centrais nucleares de forma permanente e não apenas por três meses”, disse Schuetz. “Os reatores não são uma ponte, mas um sério obstáculo para a necessária reestruturação do nosso sistema energético”.
Recentemente, o Instituto de Economia Mundial de Hamburgo mostrou que as extensões de vida útil poderiam atrasar a competitividade das energias renováveis em relação às energias fósseis em cerca de 16 anos. Relatórios do Ministério Federal da Economia e outros estudos também indicam que além de abastecer o fornecimento de energia do país, a Alemanha poderia ainda exportar eletricidade, mesmo sem as usinas nucleares.
“Em vez de usinas nucleares, precisamos de usinas renováveis de ciclo combinado. Oferecemos esta possibilidade ao chanceler há cinco anos”, disse Schuetz. No entanto, argumenta-se que as energias renováveis têm níveis de produção voláteis, ou seja, que estes níveis podem ser muito inconstantes devido a diversos fatores.
A BEE afirma que uma expansão na quantidade de usinas renováveis poderia resolver esse problema, mas isso não poderá acontecer enquanto a Alemanha tiver excesso de usinas termelétricas. A Associação afirma também que usinas de ciclo combinado poderiam equilibrar a volatilidade entre as diversas energias renováveis, mas que o esquema vem sendo ignorado. “Até agora não temos nenhum projeto para expandir tais usinas de ciclo combinado – embora isso tenha sido anunciado pelo governo federal”, disse o presidente do grupo.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Carga Tributária e Meio Ambiente

Meus caros poucos leitores,

Nesta época, em que caímos na real pós carnaval, temos de nos organizar para pagarmos uma das maiores cargas tributárias do mundo. IPTU, IPVA e o IR estão dentre os principais impostos a serem pagos pelo contribuinte brasileiro. E o que teria isto em relação ao meio ambiente natural?
Muita coisa...hoje, a criação de incentivos fiscais ambientais (decorrente da chamada tributação ambiental) é prática muito comum para estimular investimentos em sustentabilidade, para fazer com que empresas despertem ao seu papel no desenvolvimento sustentável e para desenvolver participação pública e particular em práticas ambientalistas. Apenas como exemplo podemos citar o ICMS "Verde" que representa uma espécie de cota diferenciada deste imposto a Municípios que demonstrarem políticas ambientais reais e eficazes. Podemos citar reduções fiscais a empresas que investem em adequada gestão ambiental como incentivo a desenvolver economicamente esta e assim permitir novos investimentos em sustentabilidade. Quanto ao particular, existe no congresso projeto de lei que reduz a carga tributável do Imposto de Renda em casos do contribuinte demonstrar que patrocina, que doa, que ajudou de alguma forma algum projeto ambientalista ou alguma entidade que o promover. É uma prática extremamente salutar naquilo que diz respeito à "sustentabilidade dos movimentos pró-sustentabilidade", uma vez que o cidadão ambientalmente consciente, sem tempo ou sem meios para colaborar diretamente com alguma iniciativa verde, seria instigado a colaborar com fundos monetários e esta sua participação seria vista como serviço de altíssima relevância pública, a ser usada em seu benefício no cálculo de seu IR. Para melhores detalhes, vamos acompanhar a notícia abaixo e esperar para ver o que nossos legisladores irão fazer.....

"Notícia publicada em http://www.wwf.org.br/informacoes/especiais/imposto_de_renda_ecologico/

IR Ecológico
Estímulos fiscais são mecanismos legais de incentivo capazes de fomentar ações de interesse da sociedade em geral, com o repasse de recursos públicos, por meio de deduções fiscais. Enquanto nos setores da cultura e da responsabilidade social esses estímulos já são realidade, favorecendo investimentos de pessoas físicas e jurídicas, nada do gênero existe na área ambiental.
Criar uma espécie de Imposto de Renda (IR) Ecológico seria uma ação inovadora nas leis de incentivo fiscal no Brasil, ampliando as possibilidades de financiamento de projetos de conservação e uso sustentável dos recursos naturais nacionais, dando assim uma nova dinâmica de captação para organizações sem fins lucrativos, comprometidas com o meio ambiente. Abrir a possibilidade de a sociedade contribuir efetivamente com a implementação de políticas públicas ambientais é o objeto de estudo do Grupo de Trabalho (GT) IR Ecológico. Criado em julho de 2005 e composto por diversas ONGs ambientais nacionais, um escritório de advocacia e outros especialistas, o GT analisou diversas iniciativas que poderiam contribuir com a proposta de atrair recursos da iniciativa privada. Essa análise resultou no substitutivo ao projeto de lei 5974/05 – o PLS 5162/05. De autoria do Senado Federal, o projeto substitutivo foi redigido com o apoio do GT IR Ecológico, tendo o “Seminário Ação Pelo IR Ecológico – A natureza merece esse estímulo”, realizado em junho de 2006 no Congresso Nacional, como determinante para sua redação final.
Projeto aprovado por unanimidade
O projeto prevê que pessoas físicas e jurídicas poderão deduzir do imposto de renda devido, respectivamente, até 80% (oitenta por cento) e até 40% (quarenta por cento) dos valores efetivamente doados a entidades sem fins lucrativos, para aplicação em projetos de conservação do meio ambiente e promoção do uso sustentável dos recursos naturais. O projeto prevê também incentivos para doações ao FNMA (Fundo Nacional do Meio Ambiente), além de abrir a possibilidade de benefício para outros fundos públicos ambientais habilitados pelo governo federal para tal fim.
Aprovado por unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em julho de 2006, o projeto também já foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação, em junho de 2007, e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, em agosto de 2007.  Se aprovado na Plenária da Câmara dos Deputados, o projeto voltará ao Senado Federal, onde já foi previamente aprovado. Paralelamente ao trâmite do projeto no Congresso Nacional, o GT IR Ecológico realizou um ciclo de palestras itinerantes percorreu diversas capitais brasileiras, com o objetivo de informar a sociedade civil sobre os benefícios da proposta e ao mesmo tempo garantir apoio para acelerar o processo de tramitação do projeto. Para tanto foi redigido o Manifesto de Apoio à Aprovação do IR Ecológico, que pretende reunir assinaturas de todos os interessados na aprovação da proposta".