em notícia recente destacou-se uma prática muito interessante realizada na pequena cidade de Caculé na Bahia. A prática consiste em realizar coleta seletiva com a participação da iniciativa privada, somada a bônus concedido pelo poder público. A idéia parte de uma educação ambiental orientada para a reciclagem e uso sustentável de material e recursos, na qual moradores e empresas da cidade aprendem a recolher materiais de forma selecionada e tais materiais são levados a recicladores que produzirão outros bens, como vassouras, porta-lápis e outros. Quem aderir ao programa recebe até 20% de desconto em tributação, demonstrando incentivo do poder público na referida prática.
Maiores detalhes podem ser obtidos na matéria linkada abaixo.
Surge desta notícia uma discussão interessante sobre como o princício da cooperação, inerente ao direito ambiental e às discussões sobre sustentabilidade, sai do plano abstrato e se concretiza por meio de projetos como este em destaque. Em diversas outras postagens, já discutimos a questão de tendermos a crucificar a atividade empresarial como grande responsável pelos problemas ambientais, o que em princípio representa um maniqueísmo superficial e, de certa forma, precipitado. Há diversos exemplos de práticas empresariais sustentáveis bastante bem sucedidas e mantidas independentes de "holofotes" da mídia. E há um crescente interesse de empresas em adotar gestão ambiental adequada, por estar provado que trazem benefício aos negócios e à imagem da empresa.
E o poder público? Vem cumprindo com sua parte da cooperação? No município onde você mora, quais são as políticas públicas ambientais implantadas no passado recente? e a questão da mobilidade urbana, vem sendo devida e eficazmente trabalhada?
Estas perguntas deveriam ser de fácil resposta e pleno conhecimentos dos cidadãos. Mas....não é bem assim que acontece no plano fático real. Que acham?
Mais detalhes sobra a notícia comentada, no link: