terça-feira, 23 de agosto de 2011

Consciência no consumo, Publicidade e Legislação Ambientais

Caros amigos,

é notório o crescimento de produtos divulgados como "verdes" ou ecologicamente corretos, isto tendo em vista o também crescente interesse dos consumidores por produtos vinculados a uma imagem de sustentabilidade. À marca do produto, agrega-se um valor ambiental interessante para aumento do valor de mercado, e ao próprio valor da marca em si. Porém, a questão maior está no fato dos consumidores estarem ou não aptos para consumir de forma consciente, para conhecer as informações contidas nos produtos ou para dominar sua própria fome de consumo.
O consumo consciente e sustentável é uma preocupação de todos os cientistas que discutem a sustentabilidade e seus impactos no meio ambiente. Alguns, como o mexicano Enrique Leff chega a discutir que o problema não está na consciência ambiental em si, mas numa espécie de lógica de produção capitalista, numa razão econômica incompatível com as preocupações com a sustentabilidade. A leitura dos textos do Leff chega realmente a levar o leitor a refletir sobre a lógica de mercado e consumo, no entanto, dificilmente chegaremos a conseguir mudar a tempo nossos mecanismos de produção capital ao ponto de atingirmos o ideal de sustentabilidade. E então? deixa pra lá e vamos consumir? Claro que não.
Existem mecanismos suficientes para fazer com que atinja-se um grau de consumo ecologicamente consciente pelo menos satisfatório, assim como existem técnicas de produção que não degradam o meio ambiente na mesma proporção das já tradicionais (vide substituição de combustíveis fósseis por renováveis, técnivas de eficiência energética, reciclagem etc.). Claro que estes mecanismos devem estar associados a normas legais e técnicas de divulgação e conscientização ábeis a produzir qualquer resultado condizente com o tamanho da importência do problema.
Normas legais existem (Políticas Nacionais, CONAMA, Lei para Educação Ambiental, etc.) e verifica-se uma crescente movimentação dos produtores e dos veículos de publicidade em prol da consciência ambiental (talvez mais uma preocupação lucrativa do que altruísta, mas....). Veja-se por exemplo, recentes diretrizes do CONAR (órgão representativo dos profissionais da publicidade) a respeito da divulgação de informações sobre a sustentabilidade. Agora, nós consumidores temos de fazer nossa parte, daí pergunta-se: estamos todos familiarizados com esta série de selos e certificados que agregam valores ambientais naquilo que consumimos...?
Para aprofundar nossas pesquisas, seguem duas sugestões de matérias. Uma falando sobre diretrizes aplicáveis à atividade publicitária sobre a sustentabilidade e outra explicando de forma interessante alguns dos certificados ambientais no mercado...divirtam-se.





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